O Último Airbender , de M. Night Shyamalan, foi o grande vencedor do Framboesa de Ouro, prêmio dado aos piores do cinema. Considerado o Pior Filme de 2010, a produção levou ainda o troféu em Realizador, Argumento, Actor Secundário (Jackson Rathbone) e Pior 3D de Arrancar os Olhos.
Outro bastante premiado da noite foi Sexo e a Cidade 2, que ganhou os prêmios de Pior Elenco, Pior Actriz (Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Cynthia Nixon e Kristen Davis) e Pior Sequência.
A Saga Twilight: Eclipse, que era um dos favoritos ao prêmio, só levou de Ator Secundário (Jackson Rathbone).
Na semana passada estreou True Grit dos irmãos Coen e Winter’s Boné de Débora Granik, dois filmes nomeados para melhor filme.
Esta semana temos o 127 Horas (para os adeptos de histórias verídicas, com 5 nomeações para os Óscars), Blue Valentine - Só Tu e Eu (para os apaixonados! J), The Dilemma – O Dilema (para rirmos um pouco e esquecermos da desgraça que vai no pais) e Somewhere - Algures (para os dramáticos)
O filme trata de uma adaptação da história verídica de Aron Ralston um montanhista que teve de lutar para sobreviver após ficar preso numa queda num desfiladeiro isolado no Utah. Durante os cinco dias seguintes Ralston examina a sua vida e sobrevive aos elementos para finalmente descobrir que tem a coragem e os recursos para se libertar por qualquer meio necessário, escalar uma parede com 200m e caminhar mais de 12km antes de ser finalmente salvo. Ao longo da sua viagem, recorda amigos, amantes família e as duas caminhantes (Amber Tamblyn e Kate Mara) que conheceu antes do acidente. Um thriller profundo que nos levará a uma viagem nunca antes vivida e que testemunha o que conseguimos fazer quando escolhemos a vida! Um filme a não perder sem duvida.
Realizado e escrito por Derek Cianfrance (penso que o seu segundo filme de longa metragem)
É a história da descoberta do amor e do amor que se perde, em momentos do passado e do presente. Este retrato tocante e honesto conta com Ryan Gosling e Michelle Williams, nos papéis de Dean e Cindy, um casal que passa uma noite longe da filha, na tentativa de salvar o seu casamento.
Com cenas lúdicas que traçam o seu namoro romântico de seis anos, Ryan Gosling e Michelle Williams viajam através do desgosto brutal de promessas quebradas e de um amor que está perto do fim. Este filme valeu a nomeação ao Óscar de Melhor Actriz a Michelle Williams.
Desde o secundário que o solteirão Ronny(Vince Vaughn)e o feliz casado Nick(Kevin James), são como "unha e carne". Agora sócios de uma empresa de design automóvel, os dois amigos lutam para implementar um projecto de sonho de forma a lançar a sua empresa. Com a namorada de Ronny, Beth(Jennifer Connelly), e a mulher de Nick, Geneva(Winona Ryder), ao lado da dupla, tornam-se imbatíveis. Mas o mundo de Ronny é virado às avessas quando inadvertidamente vê Geneva com outro homem. Agora, a sua missão é obter respostas para o eu viu. À medida que a investigação amadora transforma o seu mundo num cómico ringue de luta, descobre que Nick tem alguns segredos por revelar. Com o tempo a correr e a pressão a aumentar para uma das maiores apresentações das suas carreiras, Ronny tem de decidir como e quando irá contar a verdade ao seu melhor amigo.
Johnny Marco(Stephen Dorff) vive no lendário hotel Chateau Marmont, em Hollywood. Tem um Ferrari para andar pelas ruas e consome avidamente um sem número de raparigas e de comprimidos. Vivendo num conforto dormente, Johnny vagueia pela cidade. Até ao momento em que a sua filha de 11 anos, Cleo(Elle Fanning), fruto de um casamento falhado, chega inesperadamente ao Chateau. O encontro com a filha encoraja Johnny a fazer o ponto da situação em relação à sua existência e a enfrentar a questão que todos nos colocamos: que caminho queremos seguir na nossa vida?
Quem é que nunca tentou adivinhar os vencedores dos Oscars? E quem é que nunca criticou as escolhas dos Oscars? Já todos passámos pelo mesmo. Criticamos a academia e a cerimónia mas no fundo todos gostamos de saber quem ganhou e quem perdeu. E queremos saber se aquele filme espectacular que vimos ganhou ou não.
Pois bem, isto é tudo muito bonito mas a maioria das pessoas esquece-se que não têm qualquer tipo de formação para pôr em causa os resultados. Pode ter a sua opinião pessoal, mas para isso é preciso que conheça todos os nomeados, mas não deve criticar conscientemente a escolha de mais de 5800 profissionais da área que elegem todos os anos os melhores feitos ao nível cinematográfico.
Sendo assim, se quisermos fazer um exercício de previsão dos vencedores, devemos ter em conta quem é que vai votar neles... Para isso, podemos facilmente ter acesso aos prémios já distribuídos por outros grupos mais pequenos de pessoas, no entanto, essas pessoas também fazem parte do júri da academia. Tentei criar uma tabela simples para exibir os resultados dessas outras votações.
Atenção a alguns pormenores. Alguns destes prémios, como são mais específicos para certas categorias, não têm vencedor em outras, por isso deixei em branco a secção. Por exemplo, a guilda dos produtores não elege melhor actor, actriz ou realizador, elege apenas o melhor filme.
Outra coisa a ter em conta é os Critics Awards. O primeiro prémio que coloquei "Critics Award Grid" trata-se de um conjunto de 9 associações de críticos de várias zonas dos EUA. No entanto, com alguma diferença mínima esta foi a escolha dessas associações. Deixei em branco o melhor actor e actriz porque havia algumas variações.
O "Critics Choice Award" trata-se de uma cerimónia à parte que reúne vários críticos de várias associações. O resultado parece ser o mesmo.
Facilmente conseguimos ver que o melhor actor e actriz já estão escolhidos. Ficaria realmente surpreendido se algum destes dois actores não ganhasse a respectiva estatueta. Quanto ao melhor filme e realizador, as opiniões variam um pouco. Os ingleses dos BAFTA dão o prémio a The King's Speech mas não ao seu realizador. A guilda dos realizadores escolhe Tom Hooper como o grande vencedor. Mas tanto os críticos como os Globos de Ouro elegem David Fincher e o seu Social Network.
True Grit e Inception, também já foram referenciados possíveis "outsiders" mas temos de ter em conta a tradição dos Oscars. Muito dificilmente 1 filme fantasioso como Inception ganha este prémio, julgo que apenas o Senhor dos Anéis conseguiu o feito. True Grit já foi referenciado em outros festivais de cinema menos conhecidos.
"The Kids Are All Right", ou "Os Miúdos Estão Bem", é provavelmente a maior surpresa dos oscars para este ano. Este filme aparece nomeado na categoria de melhor filme, onde "supostamente" estariam os 10 melhores filmes do ano. Será que isso que se passa? Vamos ver...
A história gira em torno de uma família um pouco menos normal que o habitual. Um casal de lésbicas, Jules (Julianne Moore) e Nic (Annete Bening), estão a criar 2 jovens adolescentes, Laser (Josh Hutcherson) e Joni (Mia Wasikowska). Cada uma das mães deu à luz uma das crianças mas o dador de esperma foi o mesmo, o que faz deles meio-irmãos. A vida é calma e feliz nesta família de classe média-alta. Nic é médica, enquanto Jules ainda não sabe bem o que fazer... de momento explora a arte da jardinagem paisagística (não sei o termo correcto para landscaping em português :S). Tudo corre bem até que este equilíbrio é perturbado.
A certa altura, as crianças, curiosas, descobrem quem é o seu pai biológico. Assim que o conhecem, toda uma nova e estranha relação começa a ganhar dimensão. E embora, as mães não proíbam este relacionamento, antes pelo contrário, começam a sentir que algo na sua família se está a transformar e que estão a perder os filhos. Paul (Mark Ruffalo), o pai das crianças, é aquele homem de meia idade, hippie que gere um pequeno restaurante de comida orgânica, produzida na sua quinta orgânico, nunca se casou, não tem outros filhos e acha tudo "fixe". Desde conhecer os filhos, saber o tipo de família que têm, convidá-lo para jantar, etc... tudo está bem. E porque não?? É este tipo de pessoa que vem despertar a crise de meia idade, naquela que, até ao momento, parecia ser uma família equilibrada.
O filme centra-se neste casal lésbico, mas no entanto, não é sobre isso que se trata. O filme tanto podia ter um casal lésbico como um "normal". O que se discute aqui é o casamento em si, e as dificuldades que se tornam cada vez mais presentes ao fim de anos e anos com a mesma pessoa. É um compromisso enorme que cada um tem de fazer.
A realizadora / escritora deste filme é Lisa Cholodenko, que muitos de vocês devem conhecer como a realizadora de "The L Word", série de televisão bastante popular que explora o mundo lésbico. O que a realizadora tenta mostrar neste filme é quem as pessoas são. As estupendas actrizes deste filme mostram um casamento de 20 anos, com todas as suas sombras e segredos, compromissos e idealismos. Sendo pessoas diferentes, Nic e Jules têm alguns excelentes diálogos, convincentes e inteligentes. E conseguiram criar, fora de um ambiente homofóbico, um casal de jovens perfeitamente adaptados. Isto é o que se procura mostrar neste filme. Em tempos como os de hoje, um casal menos tradicional, não está condenado ao falhanço e consegue tal e qual como os outros, criar jovens adolescentes que sejam pessoas íntegras e estáveis.
As performances dos actores são sólidas ao longo do filme. Mia Wasikowska, embora tendo menos tempo de performance, consegue fazer um papel mais talentoso do que a sua oportunidade em "Alice in Wonderland".
De referir também que este filme e o primeiro filme que aborda o tema do casal lésbico a educar crianças próprias. E talvez por isso, juntamente com as excelentes actrizes, mereça um reconhecimento por parte da academia. Não é certamente um candidato a ganhar a estatueta dourada, mas só a nomeação já é uma vitória.
Volto ainda esta semana com mais algumas análises aos candidatos dos Oscars 2011.
"Black Swan" - Cisne Negro em Português - dá-nos a conhecer a história de Nina (Natalie Portman), uma bailarina da Companhia de Ballet de Nova York, que dedica a sua vida exclusivamente à dança.
Quando é escolhida, contrariando as suas próprias expectativas, para ser a protagonista da nova peça da Companhia, O Lago dos Cisnes, Nina, que personifica na perfeição a inocência e graciosidade do cisne branco, terá que procurar no seu interior a forma de conseguir interpretar o cisne negro, a personificação da luxúria, corrupção e sensualidade.
Nesta demanda, Nina vai-se redescobrir, lutando contra a exasperante pressão do seu director Thomas (Vincent Cassel), a estranha amizade que vai desenvolver com a mais recente bailarina da companhia Lily (Mila Kunis), que demonstra ser a sua antítese e quem Nina considera uma rival para o lugar, a auto-exploração da sua sexualidade ou a protecção demasiado zelosa que a sua mãe procura exercer e que aparenta sufocar e consumir a protagonista. Ao longo desta "caminhada" Nina vai, a pouco e pouco, sendo empurrada para o lado mais negro da sua alma, que a própria parece desconhecer.
Estando no leque de filmes mais consagrados do ano, conta com cinco nomeações para as estatuetas douradas, e poderá gerar algumas agradáveis surpresas. Um filme que aborda situações tão reais quanto possível e que explora recantos da "psique" humana de uma forma fantástica, quase genial. Por diversas vezes foi visível e notório o arrepio ou incómodo que algumas das cenas mais intensas da película causaram na audiência.
O argumento, tão bem conseguido, prende-nos ao grande ecrã do inicio ao final do filme e dá, posteriormente, azo a "discussões" sobre algumas ocorrências, que são sujeitas a uma interpretação mais pessoal, o que acaba por ser mais um toque de genialidade do argumentista.
O ponto alto do filme é o extraordinário desempenho de Natalie Portman, actriz com formação de dança desde os 4 anos, ponto forte para o realismo e veracidade que o género de filme pretende, e que a posiciona como uma das sérias candidatas ao Óscar de Melhor Actriz Principal e que lhe poderá garantir a entrada num leque reduzido de grandes nomes femininos do cinema internacional.
Um grande filme, com uma carga emocional tremenda, um enredo fantástico e que, se ainda não tiveram oportunidade, não devem perder.
Espero que a minha crítica pessoal tenha sido do vosso agrado e vos incentive a verem este grande filme.
E se apenas tivéssemos 3 dias para salvar a pessoa a nossa família?? O que seríamos capazes de fazer?
É exactamente sobre esta questão que passa o argumento deste novo filme de Paul Haggis. Já escreveu argumentos para alguns dos melhores filmes de Clint Eastwood, como Cartas de Iwo Jiwa ou Million Dollar Baby, mas agora aparece como realizador/argumentista.
No papel principal do filme e com grande foco no ecrã aparece Russel Crowe neste que é o segundo filme do ano para este grande actor. O primeiro foi Robin Hood.
O título original é: "The Next Three Days". A história acompanha uma jovem família, que é destruída por uma condenação de homicídio injusta (ao que tudo aponta). Lara (Elizabeth Banks) é acusada de ter assassinado a sua chefe e condenada a passar o resto da sua vida na prisão, longe do seu marido e filho. Nos primeiros tempos, John (Russel Crowe), faz o possível dentro da legalidade para tentar provar a inocência da mulher mas sem grandes frutos. Até que, John, desesperado, planeia o resgate de Lara e a fuga do país. Será que consegue? Vou deixar essa parte para vocês verem. :)
Tentem imaginar o que é que vocês, jovens professores de inglês, fariam, para resgatar a vossa "vida"??
O enredo anda à volta disto. Todo o estudo e preparação que seria necessário para libertar a vossa mulher de uma prisão, de onde, aparentemente, nunca ninguém conseguiu escapar... O ponto de desespero a que chegariam, e as coisas que estariam dispostos a fazer.
Embora não tenha sido muito badalado este ano, acabou por se revelar uma agradável surpresa. Estando longe de se considerar um "grande filme" do ano, está no entanto muito bem conseguido e sem dúvida que vale a pena ver. Para quem goste de um bom thriller, não perca!
É um filme relativamente lento, dado a quantidade de detalhes que envolve, e deixa-nos presos ao ecrã a maioria do tempo.
Russel Crowe tem uma boa participação, mas não brilhante. Não é a melhor performance do actor, mas é uma boa performance.
Por hoje é tudo, espero voltar brevemente com algumas críticas da maioria dos filmes dos oscars. Já estamos perto :)
No cinema estão a chegar alguns filmes que não podemos perder!
A semana passada estreou Cisne Negro - Black Swan – Drama/Thriller com 5 nomeações para os Óscares 2011 incluído na categoria de Melhor Filme e Melhor Actriz - Natalie Portman a forte candidata, estreou também Green Hornet um dos filmes mais aguardados nos US filme de Acção/Thriller com Seth Rogen e Cameron Diaz.
Esta semana não fica atrás em termos de qualidade!
Temos dois filmes nomeados para os Óscares como Melhor Filme eles são:
Realizado por Ivan Reitman conhecido por (Os Caça-Fantasmas), nestaComédia/Romântica,Emma(Natalie Portman) e Adam(Ashton Kutcher) sãoamigos de longa dataquequaseestragamtudoporfazer sexonuma manhã.A fim deprotegera sua amizade, elesfazemum pactoparamantero relacionamentoestritamente"No Strings Attached, istosignifica que alem de sexo eles podemfazer o que quiserem,quando quiserem, onde quiserem, contudo elesnãose podem apaixonar um pelo outro. Aquestãoéquemvai cairprimeiro?E sepodea amizade sobreviver?
Este filme conta com 7 nomeações paras os Óscares 2011: Melhor Filme, Realizador, Actor (Bale), Actrizes Secundárias (Leo e Adams), Montagem e Argumento Original.
O filme com 6 nomeações nos Globos de Ouro, arrecadou dois prémios (Christian Bale e Melissa Leo). “Pronuncia-se LIO!! A Melissa fica muito chateada se alguém pronunciar LÉO”
Realizado por David O. Russell e conta com os actores Mark Wahlberg, Christian Bale e Amy Adams este filme é baseado em factos verídicos, trata de dois irmãos nas suas lutas para vingarem no mundo do boxe: Dicky Ecklund (Christian Bale) foi um potencial grande boxeador que desperdiçou o seu talento; Micky Ward (Mark Wahlberg), seu meio-irmão, é um pugilista batalhador que viveu sempre na sombra do mano. Os dois cresceram nas ruas da operária cidade de Lowell, Massachusetts, EUA. Dick foi um herói local e chegou mesmo a aguentar um combate até ao fim com uma lenda do boxe, Sugar Ray Leonard. Mas, perdido o combate, Dick perdeu também o seu rumo, vivendo para as drogas e deixando para trás os ringues. É então que a família centraliza as atenções em Micky, outro boxeador pronto a combater, treinado por Dicky. Porém, apesar de esforçado, Micky não parece feito para vitórias e quase morre numa luta - uma derrota devastadora que quase põe um ponto final na sua carreira. A sua namorada, Charlene (Amy Adams), consegue então que ele se afaste da sua complicada família e deixe Dicky entregue aos seus problemas. Mas quando Micky consegue uma última oportunidade para um derradeiro grande combate, volta a família e volta Dicky. Os dois irmãos juntam forças novamente e, contra tudo e contra todos, Micky acabará campeão do mundo e coroado como o "Orgulho de Lowell".
A história deste filme já todos a conhecem aqui fica a sinopse e o trailer:
Realizado por Tom Hooper, o filme é inspirado na história do Rei George VI que, com perseverança e coragem, se superou a si mesmo e às suas fragilidades.
Desde os cinco anos que Bertie (Colin Firth), o segundo filho do Rei George V de Inglaterra, sofre de gaguez, algo que sempre abalou a sua auto-estima. Depois do embaraçoso discurso de encerramento da British Empire Exhibition em Wembley, a 31 de Outubro de 1925, Bertie, pressionado por Isabel (Helena Bonham Carter), futura rainha-mãe e sua esposa, começa a ser consultado por Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta da fala pouco convencional. Em Janeiro de 1936, o Rei George V morre e é o seu irmão Eduardo quem ascende ao trono até, menos de um ano depois, abdicar por amor a uma americana divorciada. Assim, Bertie sucede-lhe, tornando-se rei de Inglaterra. Hesitante perante o peso da responsabilidade e obcecado em ser o monarca que o reino reclama, o novo rei apoia-se em Logue, que o ajuda a superar a gaguez. Entre os dois homens, nasce uma amizade que perdurará até ao fim das suas vidas...