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domingo, 6 de março de 2011

Critica ao filme "O Discurso do Rei" by Helmor

Boas a todos, hoje cabe-me a mim dizer algo sobre este filme que venceu na última edição dos Oscars!

Mas antes de mais tenho de dizer que aqui na Covilhã apenas temos um cinema em funcionamento que é da Castelo Lopes, situado no Serra Shopping, e é difícil, pelos vistos, chegarem cá os bons e importantes filmes em estreias visto ser uma cidade do interior ou com menos população…mas também amantes da sétima arte! E de certa maneira é revoltante ter que esperar semanas para ver um bom filme como este!

Este filme é decisivo para academia pelo tema que nos apresenta, filme baseado na história verídica de George VI, este drama, realizado por Tom Hooper, conta a história de Bertie (Colin Firth), que sofre de um problema de fala, e que, após a morte do seu pai (Rei George V) e da controvérsia renúncia do rei Eduardo VIII, acaba por ser coroado Rei George VI de Inglaterra. Somos incluídos em 1925 com a ascensão de Adolf Hitler e a aproximação de uma inevitável Segunda Guerra Mundial fará com que a Inglaterra precise de uma liderança forte de um Rei débil devido ao seu discurso deficiente.

O filme anda sempre à volta de Bertie (Colin Firth) e a dificuldade que ele tem em discursar em publico, percebemos que este é um problema de extrema relevância, por isso, Bertie (Colin Firth) contrata um terapeuta, mais um numa lista enorme de tentativas frustradas, para tratar do seu problema de fala, ele tem métodos considerados ortodoxos, mas é exactamente o tipo de tratamento que sua majestade precisava, acabam por formar um vínculo inquebrável, um amigo da casa real. Este especialista, Lionel (Geoffrey Rush) tem uma peculiaridade excepcional, uma personagem realmente divertida e impressionante, corajoso e humilde que dá ao filme o ingrediente necessário para cativar o público!

Tom Hooper fez de facto um trabalho de qualidade. Tudo está no lugar certo, desde o figurino, a direcção de arte, recria com perfeição o período representado, cria um clima extremamente tenso, trabalhando muito bem com as emoções do público!
O trabalho do actor Colin Firth é memorável, o discurso bem conseguido que faz ao seu povo é emblemático mas o facto de ele o ter conseguido fazer faz desse discurso um discurso de um Rei..., isto e a sua actuação em conjunto com a do Geoffrey Rush dá um ênfase muito grande a todo o filme!

O Discurso do Rei vence quatro de doze Oscars a que estava nomeado, Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Actor, Melhor Argumento Original. Para mim parece-me natural a eleição deste filme como o vencedor da edição dos Oscars, pois é um grande filme, apesar de ter gostado mais do Cisne Negro por ser um filme mais forte e chocante! Este filme merece estes Oscars e merece ser visto e recordado mais tarde!
Parabéns ao O Discurso do Rei pela conquista e já agora parabéns a mim que fiz anos à uns dias atrás! J

Abraços!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Crítica ao filme "The Kids Are All Right", by Shinobi

"The Kids Are All Right", ou "Os Miúdos Estão Bem", é provavelmente a maior surpresa dos oscars para este ano. Este filme aparece nomeado na categoria de melhor filme, onde "supostamente" estariam os 10 melhores filmes do ano. Será que isso que se passa? Vamos ver...

A história gira em torno de uma família um pouco menos normal que o habitual. Um casal de lésbicas, Jules (Julianne Moore) e Nic (Annete Bening), estão a criar 2 jovens adolescentes, Laser (Josh Hutcherson) e Joni (Mia Wasikowska). Cada uma das mães deu à luz uma das crianças mas o dador de esperma foi o mesmo, o que faz deles meio-irmãos. A vida é calma e feliz nesta família de classe média-alta. Nic é médica, enquanto Jules ainda não sabe bem o que fazer... de momento explora a arte da jardinagem paisagística (não sei o termo correcto para landscaping em português :S). Tudo corre bem até que este equilíbrio é perturbado.


A certa altura, as crianças, curiosas, descobrem quem é o seu pai biológico. Assim que o conhecem, toda uma nova e estranha relação começa a ganhar dimensão. E embora, as mães não proíbam este relacionamento, antes pelo contrário, começam a sentir que algo na sua família se está a transformar e que estão a perder os filhos. Paul (Mark Ruffalo), o pai das crianças, é aquele homem de meia idade, hippie que gere um pequeno restaurante de comida orgânica, produzida na sua quinta orgânico, nunca se casou, não tem outros filhos e acha tudo "fixe". Desde conhecer os filhos, saber o tipo de família que têm, convidá-lo para jantar, etc... tudo está bem. E porque não?? É este tipo de pessoa que vem despertar a crise de meia idade, naquela que, até ao momento, parecia ser uma família equilibrada. 


O filme centra-se neste casal lésbico, mas no entanto, não é sobre isso que se trata. O filme tanto podia ter um casal lésbico como um "normal". O que se discute aqui é o casamento em si, e as dificuldades que se tornam cada vez mais presentes ao fim de anos e anos com a mesma pessoa. É um compromisso enorme que cada um tem de fazer.

A realizadora / escritora deste filme é Lisa Cholodenko, que muitos de vocês devem conhecer como a realizadora de "The L Word", série de televisão bastante popular que explora o mundo lésbico. O que a realizadora tenta mostrar neste filme é quem as pessoas são. As estupendas actrizes deste filme mostram um casamento de 20 anos, com todas as suas sombras e segredos, compromissos e idealismos. Sendo pessoas diferentes, Nic e Jules têm alguns excelentes diálogos, convincentes e inteligentes. E conseguiram criar, fora de um ambiente homofóbico, um casal de jovens perfeitamente adaptados. Isto é o que se procura mostrar neste filme. Em tempos como os de hoje, um casal menos tradicional, não está condenado ao falhanço e consegue tal e qual como os outros, criar jovens adolescentes que sejam pessoas íntegras e estáveis. 

As performances dos actores são sólidas ao longo do filme. Mia Wasikowska, embora tendo menos tempo de performance, consegue fazer um papel mais talentoso do que a sua oportunidade em "Alice in Wonderland".

De referir também que este filme e o primeiro filme que aborda o tema do casal lésbico a educar crianças próprias. E talvez por isso, juntamente com as excelentes actrizes, mereça um reconhecimento por parte da academia. Não é certamente um candidato a ganhar a estatueta dourada, mas só a nomeação já é uma vitória.

Volto ainda esta semana com mais algumas análises aos candidatos dos Oscars 2011.

Abraço,
Shinobi

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Crítica ao filme Black Swan, by Ricardo Santos Marques

As vicissitudes de uma bailarina na sua busca pessoal pela perfeição.

É este o mote do filme realizado por Darren Aronofsky, realizador que, apesar do seu curto currículo, já nos agraciou com filmes como "The Wrestler" ou "Requiem for a Dream".

"Black Swan" - Cisne Negro em Português - dá-nos a conhecer a história de Nina (Natalie Portman), uma bailarina da Companhia de Ballet de Nova York, que dedica a sua vida exclusivamente à dança.


Quando é escolhida, contrariando as suas próprias expectativas, para ser a protagonista da nova peça da Companhia, O Lago dos Cisnes, Nina, que personifica na perfeição a inocência e graciosidade do cisne branco, terá que procurar no seu interior a forma de conseguir interpretar o cisne negro, a personificação da luxúria, corrupção e sensualidade.



Nesta demanda, Nina vai-se redescobrir, lutando contra a exasperante pressão do seu director Thomas (Vincent Cassel), a estranha amizade que vai desenvolver com a mais recente bailarina da companhia Lily (Mila Kunis), que demonstra ser a sua antítese e quem Nina considera uma rival para o lugar, a auto-exploração da sua sexualidade ou a protecção demasiado zelosa que a sua mãe procura exercer e que aparenta sufocar e consumir a protagonista. Ao longo desta "caminhada" Nina vai, a pouco e pouco, sendo empurrada para o lado mais negro da sua alma, que a própria parece desconhecer.



Estando no leque de filmes mais consagrados do ano, conta com cinco nomeações para as estatuetas douradas, e poderá gerar algumas agradáveis surpresas. Um filme que aborda situações tão reais quanto possível e que explora recantos da "psique" humana de uma forma fantástica, quase genial. Por diversas vezes foi visível e notório o arrepio ou incómodo que algumas das cenas mais intensas da película causaram na audiência.
O argumento, tão bem conseguido, prende-nos ao grande ecrã do inicio ao final do filme e dá, posteriormente, azo a "discussões" sobre algumas ocorrências, que são sujeitas a uma interpretação mais pessoal, o que acaba por ser mais um toque de genialidade do argumentista.
O ponto alto do filme é o extraordinário desempenho de Natalie Portman, actriz com formação de dança desde os 4 anos, ponto forte para o realismo e veracidade que o género de filme pretende, e que a posiciona como uma das sérias candidatas ao Óscar de Melhor Actriz Principal e que lhe poderá garantir a entrada num leque reduzido de grandes nomes femininos do cinema internacional.

Um grande filme, com uma carga emocional tremenda, um enredo fantástico e que, se ainda não tiveram oportunidade, não devem perder.

Espero que a minha crítica pessoal tenha sido do vosso agrado e vos incentive a verem este grande filme.

Abraços,

Ricardo Santos Marques
"A ver filmes desde '79"


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    segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

    crítica ao filme "72 Horas", by Shinobi


    E se apenas tivéssemos 3 dias para salvar a pessoa a nossa família?? O que seríamos capazes de fazer?

    É exactamente sobre esta questão que passa o argumento deste novo filme de Paul Haggis. Já escreveu argumentos para alguns dos melhores filmes de Clint Eastwood, como Cartas de Iwo Jiwa ou Million Dollar Baby, mas agora aparece como realizador/argumentista. 
    No papel principal do filme e com grande foco no ecrã aparece Russel Crowe neste que é o segundo filme do ano para este grande actor. O primeiro foi Robin Hood

    O título original é: "The Next Three Days". A história acompanha uma jovem família, que é destruída por uma condenação de homicídio injusta (ao que tudo aponta). Lara (Elizabeth Banks) é acusada de ter assassinado a sua chefe e condenada a passar o resto da sua vida na prisão, longe do seu marido e filho. Nos primeiros tempos, John (Russel Crowe), faz o possível dentro da legalidade para tentar provar a inocência da mulher mas sem grandes frutos. Até que, John, desesperado, planeia o resgate de Lara e a fuga do país. Será que consegue? Vou deixar essa parte para vocês verem. :)


    Tentem imaginar o que é que vocês, jovens professores de inglês, fariam, para resgatar a vossa "vida"??
    O enredo anda à volta disto. Todo o estudo e preparação que seria necessário para libertar a vossa mulher de uma prisão, de onde, aparentemente, nunca ninguém conseguiu escapar... O ponto de desespero a que chegariam, e as coisas que estariam dispostos a fazer.

    Embora não tenha sido muito badalado este ano, acabou por se revelar uma agradável surpresa. Estando longe de se considerar um "grande filme" do ano, está no entanto muito bem conseguido e sem dúvida que vale a pena ver. Para quem goste de um bom thriller, não perca!

    É um filme relativamente lento, dado a quantidade de detalhes que envolve, e deixa-nos presos ao ecrã a maioria do tempo.

    Russel Crowe tem uma boa participação, mas não brilhante. Não é a melhor performance do actor, mas é uma boa performance.

    Por hoje é tudo, espero voltar brevemente com algumas críticas da maioria dos filmes dos oscars. Já estamos perto :)

    Abraço,
    Shinobi

    domingo, 6 de fevereiro de 2011

    Crítica ao filme "Burlesque" By Helmor

    Este fim-de-semana fui ver este musical ao cinema com os meus amigos que tanto adoram este hobby! Assim sendo, venho fazer uma pequena síntese e a minha critica a este filme!

    Burlesque é um filme escrito e realizado por Steve Antin6.2/10, e que conta com os actores principais Cher, Christina Aguilera e Alan Cumming. Este romance musical traz a famosa Christina no papel principal, sendo esta a sua estreia no cinema, como a jovem e sonhadora Ali, que larga tudo para ir a Hollywood a procura da fama.



    «Pode conter spoilers»
    Depois de alguma procura, Ali encontra um cabaré em decadência chefiado pela Tess (Cher) onde dançarinas fazem as suas coreografias bem atractivas e sedutoras ao som da música. Este é o sonho de Ali que começa a trabalhar como empregada de mesa mas rapidamente se destaca, não só pela dança mas também por algo que vai revolucionar e salvar o bar da falência, a sua encantadora voz!
    A história deste filme é bastante conhecida por todos, demasiado vulgar e triturada este tipo de argumento que sinceramente já enjoa um pouco, Steve Antin não traz nada de novo a nível de argumento este musical mas é um filme que entretêm o espectador com uma boa banda sonora, guarda roupa, as coreografias sedutora das dançarinas deixa-nos com os olhos pregados ao ecrã e a voz da Aguilera que todos conhecem.


    A expectativa criada em volta de Aguilera para que rotulo lhe colocariam depois da sua primeira aparição no grande ecrã é de certa maneira positiva, apesar de não ser um filme em que seja adequado para classificar alguém, (visto que as grandes aparições de Aguilera é ela a cantar, coisa que isso ela sabe fazer e mete inveja a muita gente) a verdade é que se formos confrontar com os flops das suas companheiras de profissão (Britney Spears em Crossroads e Mariah Carey em Glitter), eu diria que sim, é bem melhor! 


    O que se esperava da Cher era que cantasse como ela sabe e acabou por faze-lo não desiludindo os seus fãs, a sua interpretação é também carismática mas a sua história no filme falta alguma criatividade e conteúdo para ser mais positivo!

    Em Resumo não é um bom filme, mas sim um filme… (como dizem os meus amigos) um filme de sábado a tarde quando não se tem muito para fazer depois de aspirar o chão da sala!

    Para quem gosta de musicais aconselho a ver, quem não gosta também não perde nada… bem a não ser aquelas danças sensuais J
    Abraços!

    sábado, 29 de janeiro de 2011

    Crítica ao filme "Hereafter", by Shinobi

    Olá a todos mais uma vez.

    Tive hoje a oportunidade de ir ao cinema ver o filme "Hereafter", o filme que Clint Eastwood produziu este ano (2010). Gostava de vos deixar com a minha crítica ao filme. Relembro-vos que não sou nenhum expert na matéria e que a opinião de uma pessoa não passa disso, uma opinião singular.

    "Hereafter" consiste na ideia do pós-vida, mas de uma forma subtil e carinhosa. Eu pessoalmente sou céptico quanto a estes assuntos e parto do princípio que tanto o realizador como o argumentista do filme o sejam. Fala sobre o pós-vida mas que não tenta tornar real essa possibilidade. Chega apenas a uma ideia do que acontece em experiências da consciência, quando o ser humano é sujeito a situações de morte aparente. Já todos ouvimos ou lemos sobre estas ideias que muitos relatam ter vivenciado.
    No entanto, este filme não tem o intuito de fazer o espectador acreditar nestas matérias, apenas as usa como uma ferramenta para nos transmitir algo mais.

    Peter Morgan, o argumentista, conta-nos 3 histórias diferentes, que no fim se cruzam... Nada de novo! E nada que não seja perceptível logo no início do filme.
    A personagem de Matt Damon, possui um talento psíquico que lhe permite interagir com aqueles que morreram, de forma a trazer algum conforto aos seus "clientes". No entanto, rapidamente nos apercebemos que para ele, isto se trata mais de uma maldição que de um dom.
    Marie, outra personagem, é uma repórter francesa que passa por uma experiência "near-death", e procura agora uma explicação para o que vivenciou. 
    Temos também dois jovens irmãos gémeos que se separam deste mundo precocemente. 

    Ao longo do filme, Eastwood, utiliza alguns eventos marcantes da nossa história, mas sem os forçar ou lhes dar um grande relevo dramático, os eventos ocorrem de uma forma harmoniosa com o desenrolar da história. No entanto, todos nós sabemos o efeito que os "factos reais" criam no espectador. Já discutimos isso em outro post.
    Ao longo da fita, seguimos as várias personagens em simultâneo e vamos tomando consciência da dor ou dificuldade que as várias situações causam. Algumas mais "softs", mas outras bem mais duras e chocantes.

    A participação dos actores neste filme é muito discreta, talvez por terem de partilhar o "tempo-de-antena" entre tanta gente, ou talvez porque não é um filme virado para nenhuma participação especial, mas sim para a história em si. Temos oportunidade de ver no grande ecrã alguns actores europeus, desconhecidos para a maioria. Não gostei de nenhum papel em particular, acho mesmo que ninguém se destaca. Matt Damon, faz um papel banal, longe das suas melhores participações.

    Na minha opinião, a mensagem que esta história nos tenta transmitir é a forma como o amor que sentimos pelas pessoas mais próximas a nós nos consegue fazer acreditar que realmente existe algo mais depois da morte. E como um homem com um dom destes não se pode recusar a ajudar quem precisa dele, a transmitir paz a quem dela precisa. Acaba por ser uma história de amor, mas não entre um casal, mas sim entre irmãos, família, etc.. 

    O argumento, como já referi antes, é original de Peter Morgan, que também trabalhou em filmes como "Frost / Nixon", "The Queen" ou "O Último Rei da Escócia", e tal como nestes filmes, não se pode esperar um filme muito comercial. Trata-se de um filme para um público alvo, não é para qualquer pessoa. 
    O mesmo se pode dizer do trabalho de Clint Eastwood. Brindou-nos anteriormente com filmes mais comerciais como "Million Dollar Baby", "Letters from Iwo Jiwa" ou "Invictus", mas já criou também filmes de enorme qualidade como "Gran Torino" e que não é tão comercial. 

    Desengane-se quem vai ao cinema à espera de ver um filme como o do ano passado ("Invictus"), com grandes actores e cenários fantásticos. Quanto a mim, este "Hereafter" fica um pouco aquém dos outros filmes de Eastwood. 

    Vale a pena ver, mas não é nenhuma obra-prima...
    O próximo filme de Clint Eastwood é esperado para 2012 e será (mais uma vez) baseado em factos reais. Desta vez irá focar-se na história de J. Edgar Hoover, o maior protagonista da história do FBI, com Leonardo DiCaprio no papel principal.

    E é tudo, obrigado por terem lido e espero que gostem de ver o filme.

    Abraço,
    Shinobi

    sábado, 8 de janeiro de 2011

    Crítica “The Turist” O Turista By Helmor



    Olhando para o cartaz deste filme leva-nos imediatamente a correr para a fila da bilheteira comprar a passagem para dentro da sala de cinema.


    Em primeiro lugar apra podermos ver pela primeira vez um filme que junta estes dois admiráveis actores Johnny Depp e Angelina Jolie, nunca tinham contracenado, e na verdade, nem se conheciam antes da rodagem deste filme, "The Tourist", este Drama/Thriller é o remake do filme francês "Anthony Zimmer", que em 2005 fez grande êxito não só em França, mas também fora de portas, obtendo algum reconhecimento internacional. Hollywood, como não poderia deixar de ser, esteve atento e vestiu-se para "americanizar" mais este original.
    E em segundo para averiguar o porque de este filme estar nomeado para os Globos de Ouro na categoria de melhor filme Comédia/Musical.

    O filme trata de um turista Americano, Frank Tupelo (Johnny Depp), que está a viajar por toda a Europa, como forma de curar o seu coração destroçado. No comboio que o leva de Paris a Veneza, conhece Elise Clifton-Ward (Angelina Jolie), uma misteriosa mulher que intencionalmente cruza o seu caminho. Com a belíssima cidade de Veneza como cenário, o romance entre estas duas personagens rapidamente evolui, ao mesmo tempo que se vêem envolvidos num perigoso jogo do gato e do rato.



    Sendo eu um apreciador de filmes que tenta estar ao corrente, mas longe de ser um crítico de cinema, este filme vale pela imagens de Paris mas especialmente de Veneza, pelos grandes planos aéreos que apresenta da cidade, tal como Comer, Orar, Amar, o faz e muito bem, um chamariz aos locais por onde passa a história. 
    Também vale pelos actores, as suas representações estão positivas mas também nada que transcenda o normal, ela alcança um sotaque Inglês perfeitamente tragável, também diz uma frase completa em francês aceitável.
    Angelina Jolie veste bem estes papeis de mulher misteriosa, espiam ou de agente secreta, muito sedutora e perigosa o que a torna a figura deste filme, ele é bastante agradável interpretando um americano professor de matemática sem jeito para a tão ousada e cheia de clichés da Elise, sendo variadas vezes perseguido pela Agentes Secretos Britânicos, Policia Italiana e Mafiosos Russos, consegue dar um ar real a peça.

    Florian Henckel von Donnersmarck realizador estreante em Hollywood, parece ainda estar a apalpar terreno para entrar no mercado americano, este é sem duvida um projecto que lhe da algum nome, mas a falta de ritmo do filme, alguns exageros mas atrevidos de grandes planos da Angelina Jolie e com uns diálogos pouco robustos mostra que lhe falta calo para fazer um filme de qualidade. O enredo tem a sua fineza e até acho que é bem conseguido, divertido, sexy, romântico e cheio de acção e suspense.

    A recta final do filme danos todos os pormenores que necessitávamos saber antes deste terminar, o que torna o filme bastante previsível mas aceitável e compreensível.







    Pronto é tudo o que apanhei deste filme, apenas não entendo a sua nomeação para melhor filme Comédia/Musical nos Globos de Ouro, visto que este para mim de comedia não tem nada e de musical só se forem os disparos das armas russas a fazerem ricochete. Mas como eles é que entendem da matéria deixo o benefício da dúvida para os entendidos…

    Por fim, é um filme que vale o dinheiro que se paga, mas que fica claramente aquém do esperado.
    Numa avaliação de 0 a 10 consegue chegar a 6.0 (positivo, mas aquém)

    Abraço e Bons Filmes! J

    sábado, 4 de dezembro de 2010

    Unstoppable, crítica by Shinobi

    Pode-se resumir este filme a duas palavras: refrescante e bem-vindo. "Unstoppable" abre com o anúncio de que é baseado em factos reais, o que, quer se queira quer não, altera a opinião que as pessoas possam vir a ter do filme. Qualquer peripécia ou manobra que pareça ser mais impossível torna-se possível porque: "É baseado em factos reais!" Como se alguém no cinema alguma vez fosse verificar o que realmente aconteceu ou não, a não ser que seja desafiado a isso :P 

    O filme retrata um acontecimento quase catastrófico na indústria dos caminhos de ferro. Numa zona mais rural dos Estados Unidos, um comboio, carregado com material tóxico e combustível, estava em manobras, quando um dos operadores comete um erro crasso, que coloca o comboio (enorme) numa velocidade descontrolada. Ele vai passar por muitas zonas menos povoadas e prevê-se que descarrilará dentro de uma grande cidade. Fazem-se todos os esforços para o tentar parar, mas acabam por ser outros dois funcionários da empresa que conseguem a proeza. 

    Este é muito provavelmente o melhor filme de Tony Scott desde Crimson Tide em 1995, curiosamente, também com Denzel Washington

    ATENÇAO: PODE CONTER SPOILERS !!!!  ATENÇAO: PODE CONTER SPOILERS !!!!  

    Para além de toda a acção do filme no que diz respeito ao comboio descontrolado, os diálogos e a história das duas personagens principais Chris Pine e Denzel Washington é também muito interessante. Eles interpretam dois funcionários da empresa, um veterano à beira da reforma, e um novato. No início existem grandes picardias entre os dois e chegam a discutir, mas à medida que o tempo passa e a acção se desenrola, estes dois homens começam a conhecer-se melhor e acabam por confiar plenamente um no outro. Graças ao carisma de Washignton e à coragem de Pine, milhares de vidas são poupadas. 

    Mas deixemos de lado os factores humanos. Para mim, as grandes estrelas deste filme são os gigantes mecânicos que fazem zoom in e zoom out, e batem contra carros e tudo o resto que lhes aparecer no caminho. Tony Scott faz um trabalho fantástico na imagem deste filme. As rápidas mudanças de cena, a proximidade da imagem ao movimento dos comboios, os flashs do que se está a passar na televisão, tornam o filme extremamente dinâmico. Desde que começa até que acaba não se consegue tirar os olhos da tela do cinema. 

    O filme acaba por ser sobre conseguir fazer a nossa missão, independentemente do que ela é ou do que vá acontecer no fim do dia. Estes homens "sacrificam-se" para salvar a família e outros milhares de pessoas que não os conhecem de lado nenhum. 

    Gostei muito do filme porque ao contrário de outros do mesmo género, em que o herói consegue impedir a catástrofe de uma maneira quase impossível, este consegue dar profundidade à história e explorar muito bem as rivalidades entre as duas gerações que se cruzam no trabalho. 

    Aconselho todos a ir ver.
    Abraço,
    Shinobi

    Crítica Saw 3D

    O sétimo filme de Saw, filme de terror realisado por Kevin Greutert, é o ultimo capitulo da série terror/suspense e único filme da série a ser em 3D, escrito por Patrick Melton e Marcus Dunstan tem como elenco principal; Tobin Bell, Costas Mandylor, Betsy Russell, Sean Patrick Flanery.

    Saw 3D foi anunciado com sendo o último da saga... Este ensacou milhões de euros nas carteiras, no entanto, parece-me que este sucesso é sustentado pela fama que esta saga ganhou pelos primeiros filmes que compôs, este filme parece mais um dos “Jogos Mortais” para tirar alguns euros ao pessoal que gosta de terror/suspense!


    O esperado deste 3D é ter pedaços de carne e sangue sendo atirados, objectos cortantes atirados para decima do público, ou uns planos das próprias armadilhas que colocassem o publico na própria maquina e dando a sensação de um arrepio na espinha ao espectador, mas não, a tecnologia é de total forma insignificante que, ver este filme sem óculos é de igual forma perceptível em todas as cenas, alem de que cada vez mais esta tecnologia diminui o conteúdo, enfraquecendo-o expressivamente, tentando dar algum vulto na parte visual, coisa que não me parece trazer algum benefício, a não ser para dar mais, e parece ter sido, apenas mais um subterfúgio para aumentar mais dinheiro com a produção.




    Esta História é protagonizada pelo Detective Hoffman sendo ele a montar os jogos para aqueles que são demasiado ingratos, egoístas e mentirosos para continuarem a viver. A sua vitima é Bobby, juntamente com os seu colegas de trabalho, um falso sobrevivente das armadilhas de Jigsaw que acabou por se tornar famoso com a publicação de um livro mentido sobre a sua sobrevivência aos jogos de Jigsaw.

     Saw apresenta por norma um enredo algo empolgante e enigmático a verdade é que este não me parece que seja o seu ponto forte, o método utilizado dá maior destaque as sequências de violência, mortalidade, sadismo, esquartejamentos e sangue e mais sangue.
    Penso que um filme deste género até pode ter grandes mortes e armadilhas fenomenais, mas é o enredo empolgante e enigmático que nos propulsiona a fixar ao ecrã, fazendo-te comentar os pormenores do filme depois de sair da sessão. As famosas armadilhas mortais de Saw estão ao nível da sua fama, sangrentas e sádicas, mas também nenhuma nos deixa visivelmente chocados.

    A conclusão deste filme não nos proporciona um final conclusivo, pois deixa antever um próximo filme da saga, depois do anunciado com sendo o último da saga este fim não torna nada o filme positivo como o fim da saga Saw!

    No fundo foi mais do mesmo desta saga que já não surpreende ninguém, nem mesmo a ajuda do 3D consegue tirar algum sopro… termina assim em declínio esta saga que tanto nos fez desfrutar de uns bons momentos de sustos, arrepios e calafrios.

    sábado, 27 de novembro de 2010

    Harry Potter and the Deathly Hallows, Part 1 - Crítica, by Shinobi


    Chegou Novembro, começa a sentir-se o frio próprio do Natal, e desta vez estreia um novo filme da saga de Harry Potter, algo que já não acontecia desde o 3º (Harry Potter e o Cálice de Fogo), pois tem-se tornado habitual estas estreias serem no verão.

    Desta vez não se pode dizer que seja um capítulo da saga pois o último capítulo desta história foi dividido em duas partes. Tivemos então oportunidade de assistir à primeira parte da aventura final do rapaz feiticeiro.

    Devo frisar, que tenho sido bastante crítico destes filmes desde o seu início. Algo que julgo ser inevitável para quem já tenha lido os livros. No entanto, ao contrário dos outros que tive oportunidade de ler mais que uma vez, este último só o li na altura do seu lançamento. Como tal, todo o enredo já não estava tão fresco na minha memória, e só ao longo do filme fui recordando alguns acontecimentos. O que me permitiu pela primeira vez assistir a um filme de Harry Potter sem estar constantemente a ver erros na história, falhas no enredo, e certas passagens do livro (quanto a mim essenciais) simplesmente não existirem. Devo confessar que para mim, os filmes mais bem conseguidos ao nível do argumento, foram o 3º e o 4º, realizados por Mike Newell e Alfonso Cuarón.

    Vamos então à crítica...

    (ATENÇÃO, PODE CONTER SPOILERS!! SE AINDA NÃO VIU O FILME NÃO LEIA)

    Na minha opinião, este filme, ou esta metade de filme, está relativamente bem conseguido ao nível do argumento. Deixa certos pormenores da história de parte, como a descrição extensiva do passado de Dumbledore, com todas as notícias de jornais e livros, mas reflete apenas o essencial daí, o que não considero errado de todo. Todo o percurso dos três amigos é descrito correctamente. E os diálogos estão bastante bem adaptados. Provavelmente isto deve-se ao facto de serem dois filmes, o que permite descrever melhor todos os capítulos da história. Tem no entanto o seu lado negativo a meu ver...
    Quem leu o livro sabe que a partir da acção inicial, este torna-se muito dramático. A fuga dos três amigos, a sobrevivência, o desespero, as rivalidades, os sentimentos deles à flor da pele transformam o livro de aventura num autêntico drama. O filme retrata isso muito bem, cria um ambiente muito calmo, com paragens demoradas nas mudanças de cena, cenários muito desertos e tristes. A minha primeira palavra para o descrever foi: depressivo. O que não está errado na adaptação, mas que não agradará aos espectadores que não conhecem a história. Muitos pensarão que podem ir ver o Harry Potter ao cinema, assistir ao típico filme em que o desafio é apresentado, o herói ultrapassa os obstáculos, salva o mundo e no fim fica tudo bem. Podem pensar que vão sair do cinema com um sorriso... Desenganem-se... Ninguém sai dali alegre.

    Quanto à prestação dos actores, um dos meus favoritos nesta saga é Rupert Grint (Ron), faz mais uma vez um papel extraordinário, é daqueles que não se consegue imaginar outro actor na pele de Ron Weasley. Adapta perfeitamente a personagem dos livros ao grande ecrã. O meu outro favorito acaba por não ter mais que alguns minutos de prestação nesta 1ª parte do filme. Falo de Alan Rickman (Severus Snape) que a meu ver tem sido das grandes mais-valias no elenco desta saga. Daniel Radcliffe (Harry) continua na sua forma habitual, que a meu ver não é nada de especial. Nunca me pareceu que desempenhasse o papel de Harry Potter muito bem. De destacar também a miss Emma Watson (Hermione) que sempre traz alguma beleza ao filme e que está muito bem adaptada a este papel.

    Resumindo, a interpretação dos vários actores mantém-se ao mesmo nível que nos habituaram, embora esta 1ª parte do filme não dê muito destaque a outros que não os três principais. Ao nível da adaptação, parece-me estar bem melhor que nos últimos exemplos, mas isto deve-se ao facto de terem muito mais tempo para explorar as várias cenas. De um ponto de vista global, este filme trata-se muito mais de um drama que de uma aventura, é talvez um pouco depressivo, mas fiel ao argumento de onde foi adaptado. É claro, um filme a não perder por todos aqueles que têm seguido esta adaptação ao cinema. Fica prometido uma segunda parte cheia de acção e muitos pontos fortes para Julho.
    Abraço,
    Shinobi

    segunda-feira, 22 de novembro de 2010

    Red Perigosos - Crítica


    No passado sábado, dia 20 de Novembro, tive oportunidade de ir ver o filme "Red Perigosos".

    É importante referir que não tinha conhecimento do enredo do filme, não tinha visto nenhum "trailer" e, como tal, não levava qualquer tipo de expectativas quando entrei na sala de cinema.

    Após uns primeiros minutos que têm como objectivo apresentar-nos as personagens principais, a acção começa e não mais para. Num ritmo frenético, quase sempre em crescendo, são poucos os tempos mortos, o que permite fixar o público à tela do inicio ao final do filme.

    Quanto ao filme em si, o enredo é interessante apesar de alguns clichés inevitáveis, os efeitos especiais cumprem o objectivo, mas existem dois pontos em que este filme se destaca dos demais. A componente de comédia que o realizador Robert Schwentke introduz no filme está bastante conseguida e são várias as situações em que o filme arranca gargalhadas da audiência ao contrário do que acontece na maioria dos filmes do género, e o (grandioso) elenco é a verdadeira pérola deste filme.

    Costuma dizer-se que um bom elenco não é sinónimo de um filme de qualidade, mas Red rebate, indubitavelmente, essa premissa. Com Bruce Willis, que desempenha este tipo de filmes de olhos fechados, os vencedores de Emmy Mary-Louise Parker e Brian Cox e os galardoados pela Academia Morgan Freeman e Helen Mirren, adicionam uma qualidade fabulosa ao filme com as suas prestações. Mas sem dúvida, na minha modesta opinião, o actor John Malkovich destaca-se dos demais, numa interpretação magnífica e que em muito contribui para o sucesso da película e para as doses de boa-disposição que esta contém.

    Em suma, este é um filme que atinge (ou mesmo supera) na plenitude os objectivos a que se propõe e é, dentro do género, um dos melhores filmes dos últimos tempos. Para quem é particularmente apreciador de filmes de acção este é um filme a não perder.

    Numa apreciação global 3,5 em 5, dentro do género de acção 4,5 em 5.


    Ricardo Santos Marques
    "A ver filmes desde '79"

    domingo, 14 de novembro de 2010

    Crítica "A Rede Social" (The Social Network)


    Este filme biográfico, apresenta-nos um extraordinário tema que mexe inevitavelmente com o nosso dia a dia, assim, torna-o um dos filmes com maior impacto deste ano sem sequer ter que fazer muita publicidade para conseguir chegar ao topo da box office. O Facebook veio revolucionar as relações entre as pessoas e o modo como elas lidam com a internet a um nível que ainda hoje não compreendemos e cujas consequências não podemos ainda prever.
    Realizado por David Fincher conhecido pelos filmes (O Estranho Caso de Benjamin Button) e (7 Pecados Mortais)e interpretado pelo Jesse Adam Eisenberg no papel do Mark Zuckerberg, um jovem com dificuldades de relacionamento mas extraordinariamente dotado, cessa-nos a curiosidade de como foi talhado esta rede social e é deveras sedutor como se transforma no mais jovem multimilionário do mundo.



    A maneira como os diálogos se desenrolam são alucinantes e velocíssimos de tal ponto a que algumas vezes é necessário recorrer ao ouvido para entender o que foi legendado, por outro lado quando não há narrativa o filme morre e nem a banda sonora ajuda a manter o filme um pouco mais atractivo.
    Em resumo, Jesse Adam Eisenberg até consegue fazer bem o seu papel de “nerd”, é um filme que nos satisfaz a curiosidade que vale a pena ver.

    Pode ser que a moda pegue em fazer filmes biográficos e se faça um de como surgiu Google, Microsoft ou outra qualquer…


    Helmor
    "Are you talkin' to me?"